Nossa força está na colaboração aberta e em rede; 2021 vai ser maior!

18 dez de 2020, por Fernanda Campagnucci

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Em 2020, a Open Knowledge Brasil (OKBR) viu suas redes de colaboração e apoio se multiplicarem. Tinha tudo para ser o contrário neste ano de pandemia e isolamento. Mas a nossa missão e os nossos valores, orientados para o conhecimento livre e o compartilhamento, permitiram que muita gente se juntasse a nós para defender e fortalecer a democracia

O tripé da OKBR ficou mais forte: a Escola de Dados, com sua missão de promover a educação em dados no país, se expandiu; o programa de Ciência de Dados para Inovação Cívica se consolidou; e o eixo de Advocacy e Pesquisa se estruturou, explorando novas estratégias para incidir sobre políticas públicas. A seguir, confira um rápido panorama dos principais destaques de cada área. 

A Escola de Dados se reinventou no ambiente online. Desenvolveu uma plataforma própria, que já conta com 1.400 pessoas cadastradas, criou quatro cursos online inéditos e ampliou muito seu público. O curso “Publicadores de Dados” fez a Escola se aproximar mais da gestão pública: foram mais de 250 gestores participando e 67 organizações beneficiadas em todo o país. E teve Coda.Br online! Foram mais de 50 convidados e 500 participantes. O Programa de Membresia também se expandiu: agora são mais de 300 pessoas inscritas.Veja um balanço completo        

O programa de Inovação Cívica também teve desdobramentos relevantes. A rede de pessoas Embaixadoras já conta com mais de 100 participantes em todas as regiões do país. O poder dessa rede acelerou muito um dos projetos de tecnologia cívica mais aguardados do campo: o Querido Diário, que liberta as informações dos diários oficiais das cidades brasileiras. Começamos o ano com cerca de 300 municípios cobertos, e agora os raspadores desenvolvidos pela comunidade (de mais de 180 pessoas) já são capazes de captar mais de 2.200 (40% dos municípios). O projeto foi selecionado pelo Empatia, edital da Iniciativa Latino-americana de Dados Abertos (ILDA) financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). E também está em curso o primeiro Censo dos Diários Oficiais do Brasil, que já mapeou todas as cidades de mais de 100 mil habitantes.  

O destaque de Advocacy e Pesquisa foi, sem dúvida, o trabalho com a transparência sobre dados da pandemia. O Índice de Transparência da Covid-19 (ITC-19) desenvolvido pela OKBR foi utilizado ao longo do ano por imprensa, órgãos de controle, Poder Legislativo, Judiciário, pesquisadores e gestores públicos. Foram 30 boletins, além de entrevistas com gestores e toolkits. O instrumento ajudou a reduzir o apagão de informações sobre a pandemia no Brasil. Nessa linha de atuação, outra novidade importante foi o início com o trabalho de litigância. Pela primeira vez, a OKBR foi admitida em uma ação de amicus curiae, no Supremo Tribunal Federal, para conter retrocessos na divulgação de dados pelo governo federal. Confira um balanço completo sobre o Índice.

Se tudo isso ganhou impulso em 2020, o efeito multiplicador das redes deve nos dar ainda mais potência para seguir crescendo no ano que vem. Não temos dúvida de que 2021 será maior. Ainda bem, pois não há nada no cenário que nos indique que as coisas devam ficar mais fáceis. Mas, em rede, ao menos seremos mais fortes para enfrentar a tempestade que se aproxima de nosso espaço cívico.

Nos vemos em 2021!


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